Na Polónia, várias empresas mediáticas começaram a lançar produtos noticiosos em ucraniano, como forma de responder às necessidades dos três milhões de refugiados que chegaram ao país desde o início da guerra.
Conforme apontou o “Nieman Lab”, a Agência Noticiosa Polaca (Polska Agencja Prasowa, ou PAP) foi uma das primeiras organizações a partilhar artigos em ucraniano, graças a uma equipa de cinco jornalistas, que têm vindo a dedicar-se à tradução e produção de conteúdos.
Este serviço em ucraniano foi criado em apenas uma semana, e publica artigos diários sobre a invasão da Ucrânia.
“Esta guerra mudou tudo”, disse Jaros?aw Junko, coordenador dos serviços ucraniano e russo daquela agência noticiosa. “Todos os ‘sites’ informativos polacos de renome começaram a oferecer produtos em ucraniano. Esta é uma mudança importante, e mostra que a Polónia está a respeitar os ‘vizinhos’ que chegam ao país”.
Agora, a PAP quer expandir a editoria ucraniana, passando a incluir conteúdos sobre apoio legal, e ajuda económica para refugiados.
Outra das publicações que apostou em conteúdos ucranianos foi a “Onet” que, agora, partilha dez artigos diários sobre o conflito e, ainda, sobre a adaptação à vida na Polónia.
“Fazemos o nosso melhor para sermos um guia sobre a vida neste país”, explicou Kamil Turecki, coordenador da “Onet”.
Também o Grupo RMF decidiu ajudar esta causa, lançando uma nova estação de rádio em ucraniano, com frequências nas cidades fronteiriças de Przemysl e Hrubieszow.
Maio 22
Esta estação dedica-se, agora, a partilhar informações úteis para refugiados, incluindo dados sobre os documentos necessários para trabalhar na Polónia, e explicações sobre as diferenças culturais.
No entanto, não são apenas os “media” generalistas que têm partilhado artigos para refugiados, uma vez que a revista cultural “Dwutygodnik” passou a publicar uma secção especial, com a ajuda de uma profissional ucraniana.
“Neste contexto, queremos ajudar e desenvolver novos espaços para escrever sobre a cultura ucraniana", disse a editora-executiva da revista, Zofia Król. "Sentimo-nos culpados sobre o passado, e queremos começar a prestar mais atenção àquilo que acontece no país vizinho”.
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