Liberdade de imprensa continua a deteriorar-se na Rússia…
O Kremlin proibiu 22 jornalistas britânicos de voltarem a entrar no país, em resposta às “sanções ocidentais” e à “partilha de informações falsas sobre a Rússia”.
Num comunicado citado pelo “Guardian”, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, afirmou que os “profissionais incluídos na lista estiveram envolvidos em acções deliberadas de desinformação sobre a Rússia, e sobre a situação ucraniana”.
Como tal, meios de comunicação como a BBC, o “Guardian”, o “Sunday Times”, o “Daily Mail” e a “Sky News” deixaram de ter correspondentes na Rússia, o que limita a qualidade e diversidade das suas reportagens sobre o país.
Perante este cenário, um porta-voz do “Guardian” considerou que a decisão do governo russo representa “um mau momento para a liberdade de imprensa”.
“O jornalismo de qualidade é, agora, mais importante do que nunca. Portanto, apesar desta medida, continuaremos a publicar artigos sobre a Rússia e sobre a invasão da Ucrânia”, acrescentou.
A restrição da presença de jornalistas internacionais pelo Kremlin surge num contexto de limitações sem precedentes à liberdade de imprensa na Rússia, onde, desde o início da guerra, muitos “media” independentes foram forçados a encerrar actividade.
Além disso, o governo instituiu novas leis, prevendo penas de 15 anos de prisão para jornalistas que “disseminem informações falsas”. Isto é: que não sigam a narrativa do Kremlin sobre a invasão da Ucrânia.
Junho 22
Entretanto, a Rússia já ameaçou anular a acreditação de imprensa de outros correspondentes estrangeiros, incluindo a de jornalistas que colaborem com meios de comunicação norte-americanos.
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