Os jornalistas húngaros, vigiados através do "spyware" pegasus, deverão processar o governo de Viktor Orban, bem como a empresa israelita NSO, que desenvolve aquele “software”, informou o “Guardian”.
No Verão passado, recorde-se, um consórcio de empresas jornalísticas revelou, através de uma reportagem de investigação, que diversos profissionais dos “media” estavam a ser espiados, devido à presença daquela ferramenta de “spyware” nos seus telemóveis.
Este “software” permitiu que diversos clientes, incluindo líderes de governos autoritários, acedessem aos dados pessoais dos jornalistas visados, bem como a mensagens encriptadas, e à câmara dos dispositivos móveis.
O governo húngaro começou por se recusar a responder a questões sobre a utilização de “spyware”. Contudo, em Novembro, um representante oficial acabou por confirmar as suspeitas de muitos jornalistas.
Agora, a Hungarian Civil Liberties Union (HCLU) anunciou que vai iniciar uma acção legal, em representação de quatro jornalistas, de um estudante universitário, e de um sexto cidadão, que preferiu manter a anonimidade.
“É inaceitável que as operações de segurança nacional se tenham transformado numa ferramenta repressiva, quando deveriam ser uma forma de proteger os cidadãos”, disse, Ádám Remport, da HCLU, citado pelo “Guardian”.
“Gostaríamos que os nossos clientes recebessem provas concretas de que estão a ser vigiados, e de que o governo recolheu os seus dados pessoais”, disse o mesmo responsável. “Se conseguirmos alcançar este objectivo, poderemos ajudar outros cidadãos que foram alvo de espionagem”.
Fevereiro 22
De acordo com o Índice de Liberdade de Imprensa, dos Repórteres sem Fronteiras (RSF), o governo húngaro controla a informação divulgada pelos “media” estatais.
Além disso, os jornalistas independentes têm dificuldade em aceder a dados oficiais, já que não se podem dirigir a membros do parlamento.
A Hungria encontra-se em 92º no Índice dos RSF, que avalia o nível de repressão dos “media” em 180 países.
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