Jornalismo ambiental precisa-se para travar a exploração de recursos
Os jornalistas dos "países desenvolvidos" têm de começar a seguir o exemplo dos profissionais de "países de terceiro mundo", no que diz respeito à cobertura das alterações climáticas e da devastação florestal, considerou Natalia Viana, directora do “Agência Pública”, num artigo publicado no “Nieman Lab”.
Conforme recordou Viana, a publicação de reportagens sobre a destruição da Amazónia e de outros recursos naturais são, no Brasil, algo bastante comum, já há vários anos.
Isto porque, de acordo com a autora, a riqueza natural da Amazónia está, directamente, ligada à sobrevivência de muitos dos cidadãos brasileiros. Além disso, a exploração intensiva destes recursos tem resultado em consequências graves para a fauna, flora e comunidades daquela região.
Ainda assim, afirmou Viana, a maioria dos jornalistas dos Estados Unidos e de países europeus parecem continuar a ignorar este fenómeno, bem como o impacto que a devastação florestal tem nas alterações climáticas.
Além disso, considerou aquela profissional, muitos colaboradores dos “media” continuam a ignorar os líderes das comunidades indígenas, classificando-os como “ignorantes”.
Contudo, ressalvou Viana, estes indivíduos são detentores de um enorme conhecimento sobre a área, bem como de documentos que demonstram os efeitos nefastos da exploração de recursos naturais.
Ademais, a autora considera que, mesmo quando têm a possibilidade de enviar correspondentes, especializados em jornalismo ambiental, as publicações continuam a remeter este tipo de reportagens para segundo plano.
Dezembro 21
Este desdém pelos artigos ambientais, na Europa e nos Estados Unidos, acontece, no entanto, numa época em que as empresas continuam a devastar áreas naturais.
Por isso mesmo, Viana insta todos os "países desenvolvidos" a focarem-no no trabalho desenvolvido pelo “países em desenvolvimento”, para que possam aprender com as pessoas e profissionais destas áreas.
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