… E os “influencers” russos falam sobre a guerra nas redes sociais
Os cidadãos russos estão a recorrer às redes sociais para partilharem as suas opiniões sobre o conflito, e divulgarem, em primeira mão, alguns acontecimentos relevantes.
Conforme apontou o “Guardian”, este tipo de partilha permite que os cidadãos russos mantenham a liberdade de expressão, embora possam vir a ser perseguidos pelas autoridades.
Como tal, o “tik toker”, Niki Proshin, que conta com mais de 750 mil seguidores, começou a responder a questões de outros utilizadores, partilhando a sua opinião sobre o conflito armado.
“Mostrar o meu ponto de vista ajuda os estrangeiros a perceber que existem ‘russos normais’, tanto dentro, como fora do país”, disse.
“Espero que as pessoas entendam que as ‘pessoas russas’ não são a mesma coisa que o governo russo”, continuou aquele “influencer”. “Alguns dos cidadãos apoiam as decisões do nosso governo. Mas, pelo que sei, estes constituem uma minoria”.
Já a “influencer” Xenia Tchoumitcheva, da cidade russa de Magnitogorsk, tem utilizado o Instagram para mostrar a sua solidariedade para com os cidadãos ucranianos.
Fevereiro 22
Expressar opiniões contrárias às do Kremlin representa um risco real, tanto para jornalistas como para influencers das redes sociais, que têm vindo a ser perseguidos pelas autoridades russas.
Contudo, muitos destes utilizadores contam com grande alcance internacional, o que poderá contribuir para a consciencialização social, e para minar a reputação de Vladimir Putin.
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