Dificuldades no abastecimento de papel podem comprometer a impressão de jornais em 2023
Jornais como o Neue Zürcher Zeitung (NZZ), um dos mais antigos da Suíça, enviaram uma carta aos assinantes da edição impressa, instando-os a inscreverem-se na versão digital, porque não podem garantir continuidade da edição em papel, revelou o Laboratorio de Periodismo de Espanha.
O agravamento nos custos de energia, somado ao grande aumento do preço do papel e as greves contínuas nas fábricas de fornecedores como a Finlândia, estão a colocar muitos jornais impressos na Europa numa situação difícil.
Embora a situação não seja, em princípio, tão grave como nos Estados Unidos ou Canadá, onde já estão condicionar os meios de impressão devido a redução das margens financeira, alguns editores europeus já alertam que não podem garantir que o jornal possa continuar a ser impresso em 2023 se as circunstâncias não mudarem.
Na Suíça, por exemplo, os custos dificilmente permitem que o negócio de impressão continue, e alguns grandes jornais já avisaram que não garantem a continuação do jornal.
O NZZ, um dos jornais suíços mais antigos e respeitados do país, criado em 1780, e que estabeleceu altos padrões de objectividade, profundidade e reportagem, teme pela continuidade da edição impressa no próximo ano.
Na carta aos assinantes, explicam que vão fazer todo o possível para abastecer o seu armazém com papel, mas não podem "descartar completamente que haverá restrições à produção do jornal impresso nos próximos meses".
Alguns assinantes da edição impressa do NZZ, no entanto, já manifestaram sua oposição. "Quero receber na minha caixa de correio e não em formato electrónico", ou "não quero a edição digital, porque no final vão vender os meus dados", são algumas das respostas recebidas, entre outras que citam o valor sentimental que representa para si a edição impressa.
Outubro 22
O Frankfurter Allgemeine começou a prevenir-se alargando o seu stock de papel para os próximos três meses
Na Alemanha, os editores já começaram a armazenar o máximo possível de papel, mas também não sabem até onde podem ir. "O papel em que o jornal é impresso corre o risco de acabar", explica o Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), o principal jornal da Alemanha e um dos mais relevantes da Europa. "O cálculo é simples: sem papel não há jornal", acrescentam.
A redução do número de páginas ou a interrupção das edições impressas num dia da semana, como acontece no Canadá, é "um cenário realista", especialmente porque os efeitos da guerra na Ucrânia, com possível falta de gás nos meses mais frios do Inverno, ainda não são previsíveis.
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