De forma a conquistarem um público mais jovem, as publicações jornalísticas deverão dar liberdade criativa aos seus colaboradores, e apostar em conteúdos de qualidade.
Quem o diz é Julia Munslow que, num artigo publicado no “Nieman Lab”, expôs as suas previsões, para 2022, sobre o consumo mediático da geração Z.
Conforme apontou Munslow, estes consumidores “procuram autenticidade, depois de terem crescido com anúncios fabricados, por via de ‘photoshop’”.
Por isso mesmo, diz a articulista, os jovens vão começar a dar prioridade a títulos mediáticos “transparentes”, que ofereçam reportagens de “alta qualidade”, produzidas de forma ética.
Além disso, continuou Munslow, os jornalistas, que queiram divulgar o seu trabalho junto dos jovens da geração Z, deverão apostar na criação de uma marca pessoal fora da redacção, revelando aquilo que fazem nos “bastidores”.
Outro dos factores a ter em conta, diz Munslow, é a aposta em novos formatos, uma vez que estes consumidores tendem a rejeitar os produtos jornalísticos tradicionais.
Isto não significa, porém, que os colaboradores dos ‘media’ devam ignorar a profundidade investigativa. Sugere, apenas, que os produtos deverão ser apresentados de uma maneira diferenciada, com maior recurso a vídeos, imagens e infográficos.
Dezembro 21
Ou seja, diz Munslow, os jornalistas deverão ter em conta que, enquanto nativos digitais, os jovens sentem que a maioria da informação que encontram “online” é descartável.
Por isso mesmo, de forma a serem bem sucedidos, estes profissionais terão que primar pela diferença e inovação.
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