A produção de “fake news” enquanto negócio lucrativo
A desinformação continua a ser um negócio lucrativo para muitos “hackers” e produtores de conteúdo, que conseguem maximizar as receitas de publicidade através da partilha de “fake news”.
Conforme apontou o “Guardian”, existem, agora, redes de produção de notícias falsas, sediadas em países como o Vietname e a Roménia, que lucram com a instabilidade política, e com a disseminação de “teorias da conspiração”.
“Pode ser muito lucrativo acompanhar os acontecimentos de grandes potências mundiais, como os Estados Unidos e o Canadá, para depois conseguir capitalizar os momentos de maior instabilidade”, afirmou Emerson Brooking, colaborador da empresa de análise Digital Forensic Research Lab of the Atlantic Council.
“Se alguém estiver sem dinheiro, e conseguir maximizar as receitas publicitárias, continuará a beneficiar deste tipo de operações”, acrescentou Brooking.
Contudo, esta não é a única fonte de receitas dos produtores de conteúdos falsos que são, por vezes, contratados por empresas públicas e privadas, a fim de fabricarem comentários nas redes sociais, e de favorecerem uma determinada instituição ou facção política.
Existem, também, algumas organizações que conseguem conquistar o interesse e lealdade dos utilizadores das plataformas digitais, convencendo-os a financiar as suas operações, através de campanhas de “crowdfunding”.
O “Guardian” ressalva, por outro lado, que, existem algumas fórmulas, que ajudam as empresas a tornarem-se populares junto do público.
Fevereiro 22
Em primeiro lugar, as empresas que captam investimentos, conseguem-no ao produzir conteúdos semelhantes àqueles que são partilhados pelos “media”. Isto é: seguem a estrutura dos artigos jornalísticos.
Além disso, estas organizações conseguem captar a atenção dos seguidores de determinadas ideologias, confirmando as suas suspeitas e teorias.
Por isso, de forma a alertarem os consumidores de informação para este tipo de conteúdo, as redes sociais deverão informar os utilizadores sobre as estratégias aplicadas.
Só assim será possível diminuir as receitas destes produtores de conteúdos falsos, desmantelando os seus negócios.
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