“Durante décadas, obtiveram lucros em torno dos 40 por cento ao ano, além de uma influência desproporcional no futuro dos seus países, na maioria das nações industrializadas e, muito particularmente, nos Estados Unidos”. Ao tentar defender a sua posição dominante, segundo Ormaetxea, a indústria adoptou uma “imobilidade suicida”. O autor culpa por esta opção, “especialmente os gestores que não são jornalistas”.

“Não entenderam a revolução digital e a sua primeira reacção foi oferecer gratuitamente na Internet as informações pelas quais cobravam generosamente nas bancas, anestesiados pela publicidade contínua” o que terá conduzido ao “desemprego de milhares de jornalistas” e a uma “situação de precariedade” de muitos outros. Além disso, passou-se a disponibilizar uma “informação totalmente contaminada”.

Segundo o autor, a IA, ainda mal começou a introduzir-se no sector, nomeadamente na pesquisa de informações significativas disponíveis na Internet, auxiliadas pela IA. “Não devemos esquecer que o que chamamos de notícias, repetidas incansavelmente por milhares de todos os tipos de media, será no futuro uma mercadoria de custo zero” afirma.

Dada a importância da imagem no mundo digital, Ormaetxea defende que os futuros jornalistas devem posicionar-se “na vanguarda dessa fronteira que avança rapidamente”, onde “quase tudo está por fazer”.