Estudo revela o perfil dos jovens no consumo de notícias
Um estudo realizado pelo Reuters Institute revelou que os jovens não encaram as notícias todas da mesma forma. A investigação teve como principal objectivo “compreender melhor as relações das audiências mais jovens com as notícias”, mencionou o Laboratorio de Periodismo.
Conforme se conclui do estudo, para os jovens, “as notícias não são só digitais, mas também sociais”. No entanto, por terem crescido na era digital, isso condicionou a forma como consomem notícias e como encaram o próprio conceito de “notícias”.
Em primeiro lugar, os jovens revelaram-se um grupo muito heterogéneo no que toca aos comportamentos e atitudes perante os conteúdos noticiosos, assim como às preferências temáticas e de consumo.
Além disso, os jovens distinguem “as notícias”, que são mais restritas tematicamente, focadas na política e na actualidade, das “notícias” mais amplas ao nível dos temas, que abordam o desporto, o entretenimento, o mundo da fama, entre outros. Por isso, “as notícias” são associadas aos meios mais tradicionais e, noutro contexto, aos meios de comunicação alternativos.
Há factores, também, ao nível do contexto ou da personalidade que influenciam as preferências e comportamentos face ao consumo de informação por parte de um jovem. Com base nos métodos de investigação aplicados, o Reuters Institute dividiu os jovens em três grupos distintos.
Setembro 22
Num primeiro grupo encontra-se quem consome notícias por gosto, ou pelo dever cívico de estar informado. Num segundo grupo estão os que sentem uma necessidade específica de se manterem actualizados sobre um determinado tema que afecta a sua vida quotidiana e, no terceiro grupo, concentram-se os que evitam “as notícias” em geral, consumindo apenas as que correspondem aos grandes temas da actualidade.
A investigação revelou, ainda, que os jovens são muito cépticos no que respeita à origem e à imparcialidade da informação, e que não existe um formato preferencial para o consumo de notícias.
Assim, os principais órgãos de comunicação não satisfazem todos os jovens ao mesmo tempo, mas revelam ser a opção mais frequente. “O reconhecimento da variedade de preferências que existem dentro de um grupo incrivelmente diversificado apresenta um novo conjunto de oportunidades para as organizações noticiosas”, escreveram.
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