Críticas contra jornalistas intensificam-se nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, algumas figuras públicas começaram a criticar os profissionais dos “media”, sempre que estes publicam artigos que contrariam os seus interesses, consideraram Elahe Izadi e Paul Farhi num artigo do “Washington Post”.
Aliás, nos últimos dois anos, vários membros de instituições governamentais, judiciais e legais impuseram restrições ao trabalho jornalístico.
Um dos casos mais mediáticos registou-se na Carolina do Norte, onde um juiz proibiu o acesso dos jornalistas à sua sala de audiências, sem qualquer explicação. Depois disso, o mesmo juiz ordenou a detenção de um editor, que se havia manifestado contra a sua decisão.
Mais recentemente, o xerife Alex Villanueva, do departamento de Los Angeles, organizou uma conferência de imprensa para denunciar o trabalho da jornalista Alene Tchekmedyian, que havia partilhado informações sobre a violência nas prisões daquela cidade.
No decorrer da conferência, Villanueva acusou Tchekmedyian de participar numa iniciativa criminosa, a fim de obter os dados necessários para aquela investigação. Além disso, aquele xerife considerou que a reportagem havia sido publicada para o prejudicar.
Mais tarde, com a partilha das alegações de Villanueva nas redes sociais, e consequentes críticas à sua conduta, o xerife acusou os utilizadores de “disseminarem desinformação”, sublinhando que não tencionava apresentar queixas criminais contra qualquer jornalista.
Estes não são, contudo, casos isolados, uma vez que, com a popularização das redes sociais, alguns políticos começaram a aproveitar-se da descredibilização do trabalho jornalístico para seu próprio proveito.
Aliás, a especialista Kirstin McCudden, vice-presidente da Freedom of the Press Foundation, considera que Donald Trump colaborou neste fenómeno, através da “demonização dos jornalistas enquanto inimigos dos cidadãos”.
Maio 22
Perante tais incidentes os Estados Unidos encontram-se, agora, na 42ª posição do Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, atrás de países como o Botswana, o Chipre e o Uruguai.
Em 2002, quando o Índice começou a ser publicado, os EUA ocupavam a 17ª posição.
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