A CNN anunciou o fim da sua plataforma de “streaming”, a CNN+, cerca de um mês após o seu lançamento. Agora, os mais de 300 colaboradores deste serviço “on demand” serão demitidos, ou transferidos para outros cargos no canal informativo, com posições em aberto.
Conforme recordou o“New York Times", esta decisão surge após a Netflix ter anunciado a introdução de publicidade na sua plataforma, sugerindo que o mundo do “streaming” está com “excesso de população”.
Além disso, o encerramento precoce da plataforma de “streaming” indica que a CNN deveria ter esperado pela fusão com a Discovery, antes de ter avançado com o projecto, que resultou numa perda de 300 milhões de dólares.
Aliás, numa reunião com os colaboradores do canal, o novo presidente da CNN, Chris Licht, comparou o serviço com uma “propriedade residencial que foi construída sem a autorização dos novos donos”.
“Depois, os novos donos chegaram e disseram: ‘Que casa bonita! Mas precisamos de um apartamento’”.
É possível que, agora, a Warner Bros Discovery aposte na criação de um serviço de “streaming” transversal a todos os canais do Grupo, agregando os conteúdos da Discovery+, da HBO Max e, ainda, da CNN.Recorde-se que, no início de Abril, a Discovery concluiu a sua fusão com a Warner Media, criando a Warner Bros Discovery, que é, agora, coordenada pelo CEO David Zaslav.
Abril 22
Como resultado deste negócio, a Discovery – conhecida pelas marcas Animal Planet, TLC e HGTV– passou, também, a supervisionar as operações da CNN, HBO, TNT, Turner Sports, bem como o estúdio Warner Brothers.
Após a conclusão da operação, Zaslav afirmou que a CNN deveria afastar-se do modelo adoptado por outros canais noticiosos por cabo, monopolizados pela “advocacia das emissoras”.
Da mesma forma, John Malone, membro do conselho de administração da Warner Bros. Discovery, criticou, em entrevista à CNBC, a sua "cobertura tendenciosa" da CNN, acrescentando que gostaria de ver o canal noticioso “voltar à espécie de jornalismo com que começou”.
Já Chris Licht, novo presidente da CNN, quer reforçar a aposta em noticiários, reduzindo o número de programas de opinião.
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