O jornalismo do futuro através de plataformas inovadoras
A ultrapassagem do modelo tradicional de negócio mediático, assente nas receitas publicitárias, levou as empresas mediáticas a apostarem na criação de novos formatos noticiosos digitais, que captam a atenção dos leitores, e permitem a sobrevivência das redacções, recordou Ismael Nafría num artigo publicado nos “Cuadernos de Periodistas”, editados pela APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Conforme recordou Nafría, o “New York Times” foi um dos primeiros títulos a compreender que, perante a insurgência de grandes plataformas, teria de encontrar novas fontes de receitas.
Como tal, nos últimos dez anos, este jornal nova-iorquino começou a dar prioridade às subscrições digitais, deixando as receitas para segundo plano.
Assim, o “NYT” teve de encontrar formatos que fossem ao encontro dos novos modelos de consumo, de forma a competir com os conteúdos oferecidos, gratuitamente, pelas redes sociais.
Isto levou à insurgência dos “podcasts” e das “newsletters”, que apresentam informações de forma inovadora, e que representam, agora, uma das ofertas mais aliciantes do “New York Times”.
Graças a esta estratégia, o “NYT” conseguiu conquistar 8,4 milhões de subscritores digitais, o que levou muitas outras publicações a replicarem o seu modelo de negócio.
Contudo, Nafría considera que, nos próximos dez anos, as empresas jornalísticas mais populares serão aquelas que, além de artigos multiplataforma, ofereçam conteúdos com relevância para diferentes públicos, apresentando soluções para problemas actuais.
Isto é: em dez anos, os novos formatos já não serão suficientes para assegurar a sustentabilidade dos “media”.
Além disso, para Nafría, outra das grandes chaves do sucesso jornalístico do futuro passará pela contratação de jovens, que compreendam as necessidades e interesses dos mais novos, e que consigam garantir a renovação das gerações de consumidores de notícias.
Abril 22
O autor destaca, ainda, as mais recentes previsões dos especialistas em “media”, que apontam para a necessidade de estabelecer parcerias entre diferentes empresas.
Outro dos aspectos essenciais para o sucesso das empresas jornalísticas será uma forte identidade de marca.
Tudo isto, concluiu o autor, será assegurado através de uma redacção híbrida, e de um novo panorama legal, uma vez que, nos últimos anos, muitos governos começaram a introduzir documentos de regulação digital, que obrigam as redes sociais a remunerar as empresas mediáticas pelos conteúdos que reproduzem nas suas plataformas.
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