Agravam-se as restrições aos “media” no Afeganistão
Os talibãs proibiram, no Afeganistão, a reprodução de boletins noticiosos da BBC nos três principais idiomas nacionais: pashtun, persa e uzbeque.
Perante este cenário, o operador público britânico apelou aos talibãs que revertessem a decisão, uma vez que esta medida representa um ataque ao direito de informar e de ser informado.
“Pedimos aos talibãs que permitam que os nossos parceiros de televisão voltem a emitir os boletins noticiosas da BBC”, afirmou, em comunicado, Tarik Kafala, responsável pelo serviço internacional daquele operador, denunciando um “desenvolvimento preocupante neste momento de incerteza e turbulência para o povo afegão”.
Kafala recordou, ainda, que, todos os dias, mais de seis milhões de afegãos recorrem aos serviços da BBC para se manterem informados.
“Não podemos privá-los dos seus direitos”, acrescentou.
Recorde-se que, desde que os talibãs voltaram a assumir o governo afegão, em Julho de 2021, que os “media” nacionais deixaram de oferecer tanta variedade informativa, além de programas de entretenimento, que ajudavam os jornalistas a estabelecer uma boa relação com o seu público.
Como tal, o sector mediático do Afeganistão, que chegou a ser tomado como um caso de sucesso e de evolução significativa, está, novamente, sob ameaça.
Março 22
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