Jornalistas ucranianos continuam operacionais apesar das condições adversas …
Em cenários de guerra, os “media” são considerados, pelos países litigantes, como um dos principais alvos a abater, a fim de condicionar a disseminação de notícias fidedignas.
Como tal, os jornalistas ucranianos têm adoptado novas estratégias, como forma de continuar a informar a população.
Em entrevista à CNN, o editor-executivo do "Kyiv Post”, Bohdan Nahaylo, explicou que, no primeiro dia da invasão russa, os colaboradores tiveram de partilhar as suas histórias através das redes sociais, uma vez que o “site” ficou “offline”.
Outro dos problemas enfrentados no “Kyiv Post” foi o afastamento de muitos dos seus jornalistas, que fugiram do país.
“Estes profissionais têm famílias e querem protegê-las. Outros, estão presos no trânsito, para atravessarem as fronteiras, e não conseguem trabalhar. Há ainda quem esteja nos ‘bunkers’”, explicou Nahaylo.
“Tem sido um pesadelo logístico, causado pelos ataques aéreos, pela fuga dos profissionais, pelas falhas no nosso sistema informático, e pela dificuldade em comunicarmos uns com os outros”, acrescentou aquele responsável.
Da mesma forma, o operador público ucraniano, UA:PBC, teve que adoptar uma nova estratégia de emissão, a fim de proteger os seus colaboradores, e de continuar a informar os cidadãos.
Fevereiro 22
Assim, num telejornais daquele canal, a pivô, que conduzia o programa, indicou que estavam a ser forçados a “transmitir desde um bunker”, uma vez que a Rússia estava a “bombardear” cidades ucranianas.
“Estamos a esconder-nos dos mísseis russos”, afirmou.
Outros canais de televisão garantem que têm planos de contingência, desenvolvidos nos últimos anos, que estão agora a ser activados.
“Estamos a fazer o nosso melhor, para que possamos continuar a reportar”, afirmou Oksana Dychnich, directora de informação da emissora StarLightMedia.
“Independentemente das nossas visões políticas, este é um momento em que os ‘media’ devem unir o país”, acrescentou. “Esse é o nosso principal objectivo”.
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