Organização de “fact-checking” insiste na formação de jornalistas
Uma organização nigeriana está a promover “workshops” de “fact-checking”, em países da África Ocidental, como forma de ajudar os jornalistas a identificarem notícias falsas, e a produzirem artigos fidedignos.
Chama-se Debawa, foi lançada pelo Centre for Journalism and Innovation Development, e as suas acções de formação procuram, igualmente, aumentar os níveis de literacia mediática dos profissionais, partilhar informação verdadeira, e amplificar os compromissos éticos do jornalismo.
Em entrevista para “site” do Reuters Institute for the Study of Journalism, o editor-executivo do Debawa, Kemi Busari, explicou que a equipa está comprometida em melhorar a qualidade do jornalismo africano, de forma a escrutinar os governos, e a combater o autoritarismo.
“Queremos que os jornalistas saibam os seus direitos. Por isso, ensinamos estes profissionais a escreverem artigos sobre literacia mediática, e sobre o direito à liberdade de informação”.
Já Caroline Anipah, uma das responsáveis pelo programa, explicou que os “workshops” não se focam, apenas, no “fact-checking”, mas, igualmente, em “todos os elementos que constituem o jornalismo moderno”.
Fevereiro 22
“Tentamos relembrar os jornalistas que a sua função é escrutinar o poder, e que isto pode ser feito através da verificação das afirmações dos políticos”, acrescentou Anipah.
Além disso, o Debawa incentiva os jornalistas a partilharem os seus conhecimentos de verificação de factos com os restantes colegas, ajudando-os a melhorar a qualidade das suas reportagens.
Agora, o Debawa está a expandir a sua actividade, de forma a ajudar cidadãos comuns a identificarem “fake news”, e a preferirem o consumo de publicações de confiança.
Além disso, este projecto começou a promover "workshops" em algumas universidades, preparando os futuros profissionais dos “media” para a realidade da era digital.
Para já, este projecto tem acções de formação activas na Gâmbia, no Gana, na Libéria, e na Serra Leoa.
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