Faleceu Vicente Jorge Silva jornalista e fundador do “Público” …
O co-fundador e primeiro director do jornal “Público”, Vicente Jorge Silva, morreu, na madrugada de 8 de Setembro, aos 74 anos.
Nascido a 8 de novembro de 1945 no Funchal, numa família de fotógrafos, o jornalista foi ainda o responsável pela criação da Revista, do semanário “Expresso”, e dirigiu o Comércio do Funchal.
“Acho que aprendi a ser jornalista no Comércio do Funchal“, afirmou numa entrevista ao” Observador,” em Setembro de 2019. “Cheguei a fazer uma página literária quando tinha 14 ou 15 anos, não sei como é que é possível, num semanário lá na Madeira. E, portanto, o jornalismo era uma coisa que estava profundamente entranhada em mim. Embora eu não tenha na minha família nenhuns precedentes. São todos fotógrafos. Mas eu tinha a mania do jornalismo e, depois, também do cinema.”
Rumou até Lisboa, em 1974, onde passou a integrar a equipa do “Expresso”.
Na década de 1980 chegou à direcção do semanário, altura em que surgiu a ideia de criar “uma revista em papel de jornal”, que teve início na altura em que Marcelo Rebelo de Sousa chegou ao cabeçalho do jornal.
Ainda no semanário, começou a projectar o “Público”, tornando-se o seu primeiro director, em 1990. Chegou mesmo a tentar “convencer” Francisco Pinto Balsemão a criar o diário, mas sem sucesso.
Setembro 20
Como jornalista, foi distinguido com dois prémios, entre os quais o Prémio Cupertino Miranda, considerado o de maior relevância, à época, no jornalismo português.
"Para quem é jornalista de alma e coração, é muito difícil adaptar-se aos constrangimentos do mundo político. Não é possível a gente mudar de pele e de alma", afirmou durante uma entrevista à RTP.
Depois de sair do “Público”, em 1996, Vicente Jorge Silva foi deputado e militante do PS, tendo reaparecido, mais tarde, naquele jornal como colunista regular, situação que se manteve até há pouco.
O cinema era a paixão mais antiga e, na sétima arte, o olhar de Vicente Jorge Silva concebeu filmes como "O Discurso do Poder", "Vicente Fotógrafo" ou "Porto Santo", o seu último trabalho, exibido no Festival Internacional de Genebra.
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