O jornalismo está em constante mudança e, como tal, os códigos éticos associados à profissão deve ser actualizados, em permanência.
Há, contudo, alguns elementos que se vão mantendo, mais ou menos, constantes, como as ideologias associadas aos jornais.
Confrontado com este cenário, Pedro Pablo Bermúdez, um estudante colombiano de jornalismo, decidiu questionar os colaboradores da Fundación Gabo quanto à sua opinião sobre os posicionamentos políticos da imprensa e dos jornalistas.
Feita a consulta, alguns jornalistas da Fundação exprimiram os seus pontos de vista.
Assim, para a jornalista Mónica González, a isenção da imprensa é uma utopia. Assim, os jornais devem tentar ser o mais transparentes possível sobre a sua posição ideológica, para que os leitores consigam distinguir uma notícia de uma falácia construída em detrimento da oposição.
Da mesma forma, as empresas mediáticas deverão revelar quais as suas fontes de financiamento e o nome dos seus investidores.
Julho 20
Já Gumersindo Lafuente considera que a opinião deve cingir-se aos espaços editorias. “A informação deve ser sagrada, independente, sujeita às regras de rigor jornalístico e à veracidade dos factos”.
Javier Darío Restrepo, por seu turno, reiterou que o carácter universal do trabalho jornalístico é a fonte da sua credibilidade e dignidade.
Para Restrepo, um meio jornalístico tem que servir todos. Qualquer outra função: a de um porta-voz do governo, ou de um partido, ou de um político, ou de um negócio, ou de um grupo religioso, degrada e diminui o jornalismo e remete-o ao papel de “propagandista”.
Além disso, quando um jornalista passa a publicitário, transforma o seu jornal em algo descartável, em que ninguém confia.
Por isso, o único título que um jornalista e um meio de comunicação social devem aceitar -- considerou o jornalista -- é o de defensores da sociedade.
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