Um terço dos Grupos de “media” afectados pela crise pandémica
As receitas de um terço dos Grupos de “media” portugueses “afundaram”, a partir do mês de Março, segundo indica um relatório da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).
O “Relatório de Avaliação do impacto da pandemia de covid-19 sobre o sector da comunicação social em Portugal”, realizado com base num inquérito a “entidades representativas do sector”, apurou que “as receitas globais dos órgãos de comunicação social caíram, a pique, em Março” já que “31,6% dos inquiridos reportou perdas entre 61 e 80%, sendo a ‘publicidade’ o tipo de receita mais afectado”.
“As assinaturas e a organização ou promoção de eventos -- continua o relatório -- constituem outras das fontes de receitas relevantes dos ‘media’ com decréscimo mais acentuado”.
O impacto mais severo registou-se na imprensa, quer nacional quer local e regional, com o relatório a revelar que “algumas empresas tiveram fontes de receitas preocupantemente afectadas com quebras homólogas na ordem dos 100%, incluindo as vendas de exemplares”.
Junho 20
O impacto mais severo registou-se na imprensa, quer nacional quer local e regional, com o relatório a revelar que “algumas empresas tiveram fontes de receitas preocupantemente afectadas com quebras homólogas na ordem dos 100%, incluindo as vendas de exemplares”.
“Um conjunto de 29% de editores de imprensa regional e local referiu ter suspendido a edição impressa, 6% dos quais sem alternativa online”, prossegue o relatório, acrescentando ainda que a diminuição do número de páginas foi “indicada por 71% dos editores nacionais e 60% dos editores locais e regionais”, a par de perturbações na distribuição “muito significativas”.
Ainda na imprensa, mais de um quinto (21,3%) dos inquiridos referiu ter aderido ao regime de “lay-off” simplificado, o que afectou 490 trabalhadores.
A ERC apurou, ainda, que “60% dos operadores de televisão comercial registaram decréscimos das receitas globais entre 41% e 60%”.
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