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A era da pós-verdade como desafio para o jornalismo contemporâneo

Num artigo publicado no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI tem um acordo de parceria, Carlos Castilho, levanta uma interessante reflexão sobre a informação veiculada, na perspectiva da verdade e da mentira, que acabam por se confundir, devido ao excesso de noticias sobre o mesmo acontecimento. De acordo com Castilho “a pós verdade é apenas um dos itens da era digital, que estão abalando nossas crenças e valores. Nós jornalistas e toda a sociedade, estamos vivendo um momento de insegurança e incertezas porque estamos passando de um contexto social para outro.  Esta insegurança não é um fenômeno inédito na humanidade porque já aconteceu antes quando grandes inovações tecnológicas alteraram radicalmente o contexto social da época. Basta ver o que ocorreu após a invenção da pólvora, dos tipos móveis por Gutemberg, da máquina a vapor e dos processos de produção industrial”. Na opinião do autor “a pós-verdade, é um termo já incorporado ao vocabulário dos média mundiais, parte de um processo inédito provocado essencialmente pela avalanche de informações gerada pelas novas tecnologias de informação. “ Para Castilho “os especialistas em informação enviesada ou distorcida (spin doctors , no jargão norte-americano), aproveitaram-se das incertezas e inseguranças provocadas pela quebra dos paradigmas dicotómicos para criar a pós verdade, ou seja, uma pseudo-verdade apoiada em indícios e convicções, já que os factos tornaram-se demasiado complexos”.  E conclui “a pós verdade é, talvez, o maior desafio para o jornalismo contemporâneo, porque ela afecta a relação de credibilidade entre nós e o público. A nossa atividade está baseada na confiança das pessoas de que o que publicamos é verdadeiro. Quando uma nova conjuntura informativa interfere nesta confiabilidade, temos sérias razões para nos preocupar, e muito, sobre o futuro da profissão”.   Leia aqui na íntegra o artigo de Carlos Castilho. 
Setembro 16
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