Clube Português de Imprensa

Contacte-nos
  • Início
  • O Clube
    • Quem Somos
    • História
    • Primeira Acta
    • Corpos Sociais
    • Mecenas
  • Membros
    • Os Fundadores
    • Quem pode ser membro?
    • Pedido de inscrição
    • Actualização de dados
  • Eventos
    • Agenda
    • Jantares-debate
    • Ciclos de conferências
    • Prémio Europeu Helena Vaz da Silva
  • Aconteceu
  • Legislação
    • Carteira Profissional de Jornalista
    • Código Deontológico dos jornalistas
    • Lei de Imprensa
    • Estatuto do Jornalista
  • Mecenas
  • Contactos
Opinião

Aprisionados numa teia de aranha…

Apesar de todo o meu passado de jornalista, tento cada vez mais colocar-me no presente de cidadão leitor, escutante ou visionador da atual torrente de notícias. Não ouso elevar-me ao papel de futurólogo desta relação entre receptor e emissor. Na verdade, isso interessa-me pouco. Quero fixar-me no hoje, já não tenho alma de vidente. E o hoje é a sociedade dos sentidos e das emoções. Li recentemente um pequeno ensaio do Prof. Moisés Lemos Martins (UniMinho) sobre este deslizar progressivo do “regime das ideias” a um “regime das emoções”, do ideológico ao sensologico. Do primado, quase absoluto, do surpreender e do fazer sentir sobre o pensar. Estamos no paraíso da descoberta da quantidade de frutos, sobre o primado da descoberta da sua qualidade. Tornou-se difícil discernir entre suspeita e culpa, entre inocência presumida e culpa reconhecida - expondo-se assim o cidadão e as instituições a uma vitimizaçao continuada, sem direito ao usufruto do direito de presunção de inocência. Eu sei: as audiências, a feroz luta entre os produtores de notícias, esse plano inclinado que nos conduz ao esmagamento da racionalidade. É verdade, as tecnologias modernas estão aí sem retorno, a proporcionar a multiplicação e a mistura de fontes reais e de fontes construídas pela propaganda (as ‘fake’). A força da imagem. Multiplicada pela democratização da intervenção opinativa de cada um, sem as regras tradicionais da notícia, que constituem as redes sociais. Se o verso significa um mais vasto controlo dos cidadãos sobre a sociedade, o reverso aproxima-se de uma anarco ditadura da informação a que temos cada vez mais acesso. E significa, também, uma desestruturação dos pilares em que assentava a sociedade de (maior) racionalidade sobre a sociedade das sensações e emoções - que determina o ‘Já!’, o imediato e apressado julgamento. Creio que a necessidade comercial das empresas de media pressiona os profissionais a se moverem também nesse universo emocional, e as redações a se desqualificarem. Faço parte dos que pensam, sendo eu um partidário da liberdade e das liberdades, que o papel dos media na desestruturação da sociedade democrática da ideologia das ideias é o de crescente conivência. Estão aprisionados numa teia de aranha.
Julho 22
Partilhar:

Outras

Media

O consumo de notícias nos EUA dominado pelos fluxos digitais

Uma percentagem crescente de norte-americanos afirma que toma conhecimento das notícias de forma acidental, através de conteúdos que encontra enquanto navega online, em vez de procurar...

Ler mais
Media

Mercado publicitário em queda pressiona contas do Grupo TF1

O Grupo TF1 registou uma quebra nos resultados no primeiro trimestre de 2026, num contexto marcado pela desaceleração do mercado publicitário televisivo em França. Apesar da descida das...

Ler mais
Media

Liberdade de imprensa sob pressão nos EUA leva estudantes a reinventar práticas jornalísticas

À medida que aumentam as ameaças à liberdade de imprensa nos Estados Unidos, estudantes de jornalismo e responsáveis por meios universitários estão a rever práticas editoriais...

Ler mais

+ Opinião

Dinis de Abreu

O cerco à liberdade de imprensa

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado recentemente, o Papa Leão XIV denunciou a frequente violação deste direito em todo o mundo, “por vezes de forma flagrante e outras vezes de forma oculta” e recordou os inúmeros jornalistas vítimas de conflitos e de violência. No mesmo tom...

Ler mais

Dinis de Abreu

O jornalismo de proximidade

O declínio da imprensa local e regional em Portugal e na Europa resulta de uma crise profunda no modelo de negócio tradicional e da mudança drástica nos hábitos de consumo de informação. O fenómeno tem consequências graves para a democracia local, originando os chamados “desertos de...

Ler mais

Manuel Falcão

Como contornar a censura

Informação e propaganda – Em Lisboa, num dos pavilhões da Mitra, está patente a exposição “Armas de Papel”, dedicada à imprensa e publicações clandestinas do período entre 1926 e 1974, ou seja todo o tempo que durou a ditadura do Estado Novo. Algumas pessoas poderão querer...

Ler mais

Dinis de Abreu

Entre o caos noticioso e a credibilidade do jornalismo

A par do fenómeno muito português do excesso de comentadores, designadamente, televisivos, que ocupam boa parte dos canais temáticos, há um outro que tem vindo a acentuar-se que é o da sobre-informação digital, também conhecida como “infodemia“, gerador de um certo caos...

Ler mais

Manuel Falcão

Quando o Poder tem a tentação de esconder

No melhor pano cai a nódoa –  Ana Abrunhosa, Presidente da Câmara de Coimbra, tinha construído um perfil político simpático, mostrou competência em diversos assuntos e aparentemente não se esquivava a um debate – veja-se o bate-boca com um Ministro depois das tempestades do...

Ler mais

Manuel Falcão

Audiências e publicidade

Com o primeiro trimestre do ano concluído, como vão as audiências de televisão? A TVI liderou no mês de Janeiro, a SIC liderou no mês de Fevereiro e os dois canais estiveram praticamente empatados em Março. A RTP1 ficou em terceiro lugar com 11,2% de share de audiências, que compara com...

Ler mais
O clube Quem somos História Primeira Acta Corpos Sociais Mecenas
Membros Fundadores Quem pode ser membro? Pedido de inscrição Actualização de dados
Legislação Carteira Profissional de Jornalista Código Deontológico Lei de Imprensa Estatuto do Jornalista
Clube Português de Imprensa 2026 © Todos os direitos reservados
Política de Privacidade Termos de Utilização Links Contactos