Jimmy Kimmel reapareceu na ABC
O regresso do programa Jimmy Kimmel Live! alcançou as maiores audiências em dez anos, com cerca de 6,3 milhões de telespectadores na televisão, o que se traduz no triplo da sua média habitual, entre 1,4 e 1,8 milhões. Estes números não incluem as visualizações em streaming, onde o impacto foi ainda maior: mais de 15 milhões assistiram ao monólogo de abertura no YouTube e mais de 26 milhões seguiram o regresso de Kimmel nas redes sociais, incluindo o Youtube.
O sucesso registou-se apesar de cerca de um quarto das estações da ABC não terem transmitido o programa, devido a boicotes por parte de grupos como a Nexstar e a Sinclair, que afirmam estar a rever o alinhamento do programa com os interesses das comunidades que servem.
A suspensão de Kimmel gerou polémica e reacções políticas nos Estados Unidos, reavivando o debate sobre liberdade de expressão e pressões políticas sobre os media.
Quatro senadores norte-americanos (Elizabeth Warren, Ed Markey, Ron Wyden e Chris Van Hollen) enviaram uma carta a estas empresas, acusando-as de possível cumplicidade com a administração Trump para censurar um crítico político. Os senadores alertaram que tais actos podem configurar violação da liberdade de expressão e até infracção da lei anticorrupção.
Outro grupo, liderado pelo congressista democrata Adam Schiff, manifestou intenção de questionar o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC) sobre alegadas "ameaças implícitas" feitas à Disney, empresa-mãe da ABC, relacionadas com o programa de Kimmel.
Durante o seu regresso, Kimmel abordou as críticas, afirmando que "nunca teve a intenção de menosprezar o assassinato de um jovem" e voltou a atacar Donald Trump: "o nosso líder comemora o facto de as pessoas perderem os seus meios de subsistência porque ele não sabe aceitar uma piada", acusando o ex-presidente de atitudes "antiamericanas".
(Créditos da imagem: Imagem retirada do site da BBC - Randy Holmes / Disney)