Público e Expresso lideram crescimento das vendas do 1.º trimestre
O jornal PÚBLICO iniciou 2026 com um crescimento das vendas pagas e manteve a liderança no segmento digital entre os títulos de informação generalista em Portugal, numa altura em que o mercado da imprensa continua a ser impulsionado pelas assinaturas digitais.
De acordo com os dados divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), o PÚBLICO registou, entre Janeiro e Março, um aumento de 1090 exemplares por dia nas vendas totais pagas face ao mesmo período de 2025, o que representa uma subida de 1,7%. O diário manteve ainda uma quota de mercado de 34% neste indicador.
No segmento digital, o título reforçou a sua posição de liderança entre os jornais generalistas portugueses. A circulação digital paga aumentou em 1675 subscrições, correspondendo a um crescimento de 3,1% em termos homólogos. Apesar de uma ligeira redução da quota de mercado, o PÚBLICO conservou uma participação de 43% do total das assinaturas digitais do sector.
Mercado cresce impulsionado pelas assinaturas digitais
Segundo a APCT, as vendas totais pagas dos principais títulos cresceram 1,8% no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a mais 3351 exemplares por dia em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O crescimento continua a ser sustentado sobretudo pelo digital. No conjunto dos títulos analisados, a circulação digital paga atingiu 129 061 subscrições, mais 10 741 do que no primeiro trimestre de 2025.
Além do PÚBLICO, o Expresso também registou um forte desempenho neste segmento. O semanário aumentou em 4114 o número de assinaturas digitais, uma subida de 8,8% face ao período homólogo.
Expresso lidera crescimento das vendas totais
Entre os principais títulos da imprensa portuguesa, o Expresso destacou-se pelo maior crescimento das vendas totais pagas. O jornal registou um aumento de 3873 exemplares por dia, o que representa uma subida de 7,5%, impulsionada sobretudo pelo reforço das assinaturas em papel e pelas vendas em bloco.
Também a revista Sábado apresentou uma evolução positiva, com mais 466 exemplares vendidos por dia, correspondendo a um crescimento de 6,6%.
Em sentido contrário, o Correio da Manhã foi o título que registou a maior quebra nas vendas totais pagas. O diário perdeu, em média, 2922 exemplares por dia, traduzindo-se numa descida de 7,9% face ao primeiro trimestre de 2025.
Venda em banca continuam a cair
Apesar do crescimento global das vendas pagas, a comercialização de exemplares em papel nas bancas continua a enfrentar dificuldades. No conjunto dos títulos analisados pela APCT, as vendas em banca recuaram 6151 exemplares por dia, o que representa uma quebra de 10,9% em termos homólogos.
O Correio da Manhã mantém a liderança neste segmento, concentrando 59% das vendas em banca. Ainda assim, registou uma diminuição de 4478 exemplares por dia face ao mesmo período do ano anterior.
O Expresso também viu as vendas em banca recuarem, perdendo 2181 exemplares por dia, o equivalente a uma descida de 7,3%. Já a revista Sábado registou uma redução de 8,1%.
No caso do PÚBLICO, as vendas em banca diminuíram em 505 exemplares por dia, correspondendo a uma quebra de 6%. Apesar da descida, o jornal reforçou a sua posição relativa neste mercado, aumentando a sua quota para 16%.
(Créditos da imagem: Público)