O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, assegurou no parlamento que a utilização da plataforma da NewsWhip pelo Governo não terá qualquer finalidade de vigilância ou controlo sobre jornalistas. 

Durante uma audição na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, o governante garantiu que “não vai ser utilizada nenhuma ferramenta para catalogar, hierarquizar e vigiar jornalistas.” E reforçou: “enquanto eu estiver no Governo, seja com a ferramenta NewsWhip, seja com uma legião de assessores, não é uma prática aceitável.” 

A polémica surgiu após a contratação, pela Secretaria-Geral do Governo, de uma plataforma digital da empresa irlandesa, descrita como uma solução de análise preditiva baseada em inteligência artificial. O contrato, no valor de cerca de 40 mil euros, foi publicado no Portal Base no início de Abril. 

Perante as críticas, o ministro rejeitou qualquer associação a práticas de vigilância, sublinhando que não foi contratado “nenhum serviço para catalogar e fazer rankings de jornalistas”, nem qualquer sistema comparável a um “Big Brother”. 

Também em comunicado, a Secretaria-Geral do Governo esclareceu que a ferramenta funciona como um “clipping moderno”, ou seja, um sistema de recolha e análise de informação disponível em fontes abertas e conteúdos públicos. A entidade “rejeita liminarmente” que o objectivo seja monitorizar jornalistas ou proceder a vigilância generalizada. 

(Créditos da imagem: Sebastião Almeida)