Grupos de “media” querem processar a Google
Cinco grandes grupos de media norte-americanos avançaram com processos judiciais separados contra a Google, acusando a empresa de práticas de publicidade digital “enganosas e manipuladoras” que terão limitado significativamente as receitas das publicações. Entre os grupos envolvidos estão a Penske Media Corporation (Rolling Stone, Variety), a Advance Publications (Condé Nast, com títulos como The New Yorker, Vogue e GQ), a Vox Media (Vox, The Verge), a McClatchy (cerca de 30 jornais locais) e o The Atlantic.
As acções surgem na sequência do processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA, que concluiu que a Google violou as regras da concorrência ao manter um monopólio no mercado da publicidade digital, decisão da qual a empresa entretanto recorreu. Os editores alegam que a Google usou a sua posição dominante em servidores e plataformas de anúncios para forçar as editoras a integrarem o seu ecossistema, sufocar a concorrência e reduzir os preços da publicidade online.
A Google rejeita as acusações, afirmando que os seus produtos são escolhidos por serem “eficazes, acessíveis e fáceis de usar” e que anunciantes e editores dispõem de várias alternativas no mercado.
Um dos pontos centrais do litígio prende-se com a política de preços imposta pela Google em 2019, quando obrigou os editores a adoptarem preços mínimos unificados para anúncios, o que, segundo os media, provocou uma quebra nas receitas. Em Dezembro de 2025, já no contexto do processo anticoncorrencial, a empresa reverteu essa medida, voltando a permitir preços diferenciados nos seus produtos publicitários.
(Créditos da imagem: Unsplash)