Faleceu o jornalista, escritor e cronista Artur Portela Filho
Morreu, aos 83 anos, o jornalista e escritor, Artur Portela, vítima de pneumonia e infecção com covid-19.
Artur Portela nasceu em 1937 numa família de escritores e jornalistas; herdou o nome do pai, e assinava Artur Portela Filho. Formou-se em História e, no decorrer da sua carreira, fundou e dirigiu alguns jornais, como o “Jornal Novo” e o semanário “Opção” , tendo passado pelas redacções do “Diário de Lisboa”, da “Capital”, TSF e, ainda, da RTP.
Na década de 1990, integrou a Alta Autoridade para a Comunicação Social, antecessora da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).
Enquanto escritor, Artur Portela Filho publicou vários volumes de crónicas, sobre actualidade política e social, alguns deles durante o período do Estado Novo, como a “Feira das Vaidades" e "A funda".
Destacam-se, ainda, algumas obras de ficção da sua autoria, como "Marçalazar: Romance" (1977), "Três lágrimas paralelas" (1987), "As noivas de São Bento" (2005) e "A guerra da meseta" (2009) .
Admirador da obra de Eça de Queirós, Artur Portela Filho chegou a adaptar para teatro a obra "A Capital", publicou o estudo "Eça é que é Eça" e assinou várias crónicas, recuperando a personagem Conde de Abranhos.
Novembro 20
Conduziu, ainda,a entrevista da obra autobiográfica de José Cardoso Pires, editada pelas Publicações D. Quixote, "Cardoso Pires por Cardoso Pires".
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou, entretanto, a morte do jornalista, afirmando que "o Artur Portela cronista é ainda hoje um dos melhores e mais truculentos guias dos anos de transição entre regimes, bem como das vicissitudes da jovem democracia, comentando a actualidade de forma bem mais empenhada do que na ironia distante que identificamos com o queirosianismo".
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