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Estudo

Confiança nos jornalistas varia consoante o segmento etário

Um estudo anual da Ipsos Veracity demonstrou que a percentagem de britânicos que confia nos jornalistas aumentou desde o ano passado. Apesar do jornalismo estar entre as profissões em que a população do Reino Unido menos confia, a pontuação obtida este ano foi a mais elevada até agora, verificando-se que cerca de 29% da amostra admitiu confiar em jornalistas. O Digital News Report deste ano, realizado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ), também destacou a falta de fé do público nos media, registando um pouco mais de um terço (34%) de confiança nas notícias do Reino Unido. Este número tem vindo a aumentar desde 2000, existindo diferentes níveis de confiança entre diferentes faixas etárias. Por exemplo, nos entrevistados entre os 16 e 26 anos, registou-se que 60% não confia nos jornalistas, enquanto nas idades entre os 48 e 76 anos foi obtida uma percentagem de 56%. O nível de confiança no jornalismo também variou com o nível de escolaridade, observando-se que os leitores com formação superior são mais propensos a confiar nos jornalistas, enquanto pessoas de menores recurso ou desempregadas confiam menos. Em relação às notícias na televisão, 58% dos entrevistados admitiram que “confiavam nos locutores da televisão para transmitir a verdade, um salto de seis pontos percentuais em comparação com 2021”. Também neste caso os telespectadores mais velhos registaram uma maior inclinação para confiar nos jornalistas. No geral, é possível notar uma “queda na confiança do público”, num amplo leque de profissões, desde políticos a médicos, enfermeiros, professores, entre outros. Mike Clemence, pesquisador da Ipsos Trends & Foresight, admitiu que este aumento de confiança marginal no jornalismo deve ser, por isso, destacado.
Novembro 22
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