Como travar a deserção de interessados na informação
Num ambiente mediático fragmentado, onde os artigos noticiosos são encontrados de forma passiva, os cidadãos começam a evitar, activamente, entrar em contacto com qualquer tipo de informação.
Isto porque a população contemporânea começa a manifestar-se exausta, e ansiosa, perante a quantidade de informação com que se depara, diariamente.
A conclusão é Benjamin Toff e Antonis Kalogeropoulos que estudaram os factores que levam os indivíduos a rejeitarem o consumo noticioso, através de uma amostra de 67 mil cidadãos, de 35 nacionalidades.
De acordo com o relatório de Toff e Kalogeropoulos, as práticas de consumo dependem, sobretudo, do ambiente em que cada indivíduo se insere.
Neste contexto, é importante avaliar o nível de liberdade de imprensa de cada local, bem como a estabilidade política, a saúde da democracia, e a qualidade dos operadores públicos.
Por exemplo, segundo indica o estudo, é muito mais provável que um cidadão de nacionalidade turca evite ler as notícias, do que um de nacionalidade japonesa.
Julho 20
Por outro lado, há, também, que ter em conta as características pessoais de cada indivíduo, como a idade, o sexo, o nível de literacia, a ideologia política, o nível de confiança em notícias, a frequência de utilização das redes sociais, etc.
A este nível, verificou-se que as mulheres jovens são aquelas que “fogem” às notícias com mais frequência. O mesmo acontece com os indivíduos que se identificam com a esquerda partidária.
Por outro lado, os cidadãos que utilizam as redes sociais como principal fonte de informação, têm menos propensão para evitar, activamente, o contacto com artigos jornalísticos.
Confrontados com estes resultados, os investigadores concluíram que seria importante os “media” adaptarem-se a um determinado “público-alvo”, em detrimento do modelo “one size fits all”.
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