Com a chegada da era digital, os “media” começaram a procurar novas formas de garantir a sua sustentabilidade financeira, ou reafirmarem-se perante os novos padrões de consumo, e continuar a informar os leitores.
Desta forma, apareceram dois novos produtos, que foram adoptados pela maioria das publicações “online”: as “newsletters” -- nas quais a actualidade mediática é condensada em apenas alguns parágrafos -- e os “podcasts” -- que vieram dar protagonismo ao formato áudio.
Agora, graças ao interesse dos “media” em desenvolver uma relação com a audiência mais jovem, começou a emergir um terceiro elemento: as emissões ao vivo, através da plataforma Twitch.
Conforme apontou o “site” “Laboratorio de Periodismo”, o Twitch foi concebido, inicialmente, para a emissão de jogos de computador.
Contudo, ao permitir a interacção ao vivo entre diferentes utilizadores, esta tornou-se uma ferramenta atractiva para os “media”; que querem estabelecer um contacto mais próximo com os jovens.
Assim, os jornalistas de diferentes publicações têm a oportunidade de falar sobre diversos tópicos e de aceder, em directo, às questões colocadas pela sua audiência.
De acordo com a revista francesa “La Revue", esta aposta permite, assim, desenvolver novos métodos de contar histórias, funcionando particularmente bem em jornalismo de “nicho”.
Outubro 21
Além disso, as emissões via Twitch permitem conhecer melhor os interesses e dúvidas do público, conquistando a sua lealdade, e aumentando a probabilidade de fidelização.
Perante este cenário, o sociólogo Iago Moreno, da Universidade de Cambridge, acredita que o “Twitch é a rede social de vídeo que mais crescerá nos próximos anos, já que é um ponto de encontro de diferentes comunidades, e gera um sentimento de proximidade”.
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