A Rússia ameaçou bloquear o acesso ao Youtube, depois de aquela plataforma ter removido vídeos em alemão produzidos pelo operador público Russia Today (RT), noticiou o jornal britânico “The Guardian”.
Em declarações à imprensa alemã, um porta-voz do YouTube indicou que a decisão de remover conteúdos daquele canal russo se prendeu com a partilha de desinformação sobre o coronavírus.
Por sua vez, o ministro russo para os Negócios Estrangeiros classificou a acção do YouTube como uma “agressão aos ‘media’”, acrescentando que será indispensável aplicar sanções à imprensa alemã.
Um porta-voz de Angela Merkel reagiu, entretanto, a estas declarações, garantindo que o governo não teve qualquer influência nas medidas impostas por aquela plataforma de vídeo.
Já o Roskomnadzor, órgão regulador para a comunicação social russa, disse ter enviado uma carta à Google, “exigindo que todas as restrições fossem levantadas”.
Da mesma forma, um porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou o YouTube de aplicar medidas censórias aos “media”, e de “violar agressivamente” as leis russas.
“Perante estas violações, deveremos actuar com tolerância zero”, acrescentou.
Setembro 21
Esta não é a primeira vez que a Rússia troca acusações com plataformas e estrangeiros. Aliás, recorde-se, o Kremlin denuncia, repetidamente, alegadas interferências da imprensa estrangeira na política interna russa, criticando a sua partilha de notícias sobre o líder da oposição, Alexei Navalny.
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