A SIC desmentiu uma notícia do semanário "Tal & Qual", reproduzida pela TVI, onde foi acusada de concertação com a empresa responsável pela medição de audiências e de “aumentar artificialmente os números do canal”. A mesma notícia considera que as suspeitas levantadas sobre a estação de Paço de Arcos terão espoletado uma investigação do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal).
A SIC e o Grupo Impresa classificaram a notícia como “absolutamente falsa, de má-fé”, garantiram não estar a par “de qualquer investigação nem foram contactados pelas autoridades sobre este assunto” e prometeram “recorrer aos meios legais ao seu dispor para defender a sua reputação”.
“Tal como o restante mercado, representado pela CAEM (que agrega anunciantes, agências e meios de comunicação social), excepto, aparentemente, a TVI, confiam no sistema de medição de audiências em vigor, algo que acontecia mesmo durante os anos em que a SIC não foi líder de audiências”, sublinha, ainda, o Grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão.
A TVI, recorde-se, tem manifestado as suas reservas quanto ao sistema de medição de audiências, referindo ter identificado “discrepâncias” ao comparar os resultados divulgados pela GfK/CAEM com os dados de que dispõem os operadores de televisão a partir das suas “boxes”.
A CAEM reagiu, entretanto, à notícia, afirmando que “repudia, em absoluto, a presente tentativa de descredibilizar de forma infundada o sistema de medição de audiências televisivas”.
Junho 21
“A CAEM sempre envolveu e prestou os devidos esclarecimentos aos seus associados, incluindo todos os operadores de televisão, acerca de todas as questões relacionadas com este tema”, assegurou aquela entidade, reiterando “a sua confiança na idoneidade e credibilidade do sistema de medição de audiências em vigor”.
Perante estas reacções, a TVI defendeu, em comunicado, que se “limitou a noticiar uma investigação da PGR, confirmada oficialmente, como tantas vezes acontece em relação aos mais variados temas e assuntos”.
“O que está em causa é o apuramento da verdade e a assunção de eventuais responsabilidades, caso estas existam”, argumenta a estação de Queluz, manifestando “total disponibilidade para colaborar com as autoridades numa investigação séria, rigorosa e serena”.
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