Após ter perdido subscritores pela primeira vez numa década, com menos 200 mil assinantes no primeiro trimestre, a Netflix voltou a registar uma quebra entre Abril e Junho, com menos 970 mil fidelizados.
No entanto, estes resultados ficaram aquém das perdas previstas no relatório anterior, que apontava para uma decréscimo na ordem dos dois milhões. Com isto, as cotações da Netflix subiram 10% na Bolsa de Nova Iorque.
Além disso, e apesar da perda de subscritores, a Netflix registou, no segundo trimestre, lucros na ordem dos 1,4 mil milhões de euros, apoiado pelo crescimento do volume de negócios em 8,6%.
Agora, de acordo com um comunicado, a empresa pretende “acelerar as receitas, adicionar novos clientes, continuando a melhorar o produto, conteúdo e ‘marketing’”, prevendo a recuperação de um milhão de assinantes até ao final do ano.
Ainda assim, os responsáveis da Netflix querem evitar outra possível desaceleração do número de subscritores.
Reed Hastings e Ted Sarandos, fundadores da empresa, lamentaram, recentemente, o facto de não terem sido capazes de “ver a desaceleração mais cedo”.
Julho 22
Em resposta, anteciparam que seria necessário “ajustar a estrutura de custos” em função da “taxa de crescimento actual”, o que passaria pela redução do número de funcionários e pela tentativa de cobrar uma taxa extra a quem partilhasse a conta.
Em paralelo, recorde-se, a Netflix já havia confirmado que os planos para criar opções de subscrição mais baratas e introduzir publicidade na plataforma iriam mesmo avançar.
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