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Macron quer abolir taxa de TV mas reforçar “bónus”

O Presidente francês, Emmanuel Macron, comprometeu-se a abolir a taxa de licença de TV, caso venha a ser reeleito. Segundo o Chefe de Estado, esta medida é "coerente com o fim do imposto sobre a habitação". Recorde-se que, em 2009, ficou definido que qualquer cidadão sujeito ao imposto habitacional, e que possuísse uma televisão, teria de pagar a taxa de TV. Mais tarde, em 2017,  Macron definiu a abolição do imposto de habitação como uma das principais promessas da sua campanha.  Esta medida entrará em vigor em 2023, quando as famílias francesas deixarão de pagar impostos municipais sobre a sua residência principal. Por isso, e tendo em conta que a taxa de TV está relacionada com o imposto de habitação, Macron acha “coerente” aboli-la. Em compensação, o Presidente francês prometeu reforçar o “bónus Macron”, uma taxa utilizada para financiar a televisão e a rádio do sector público, como France Télévisions, Radio France, Arte ou France Médias Monde (France 24, RFI, etc.) Apesar de Macron não estar sozinho na defesa da abolição da taxa de TV, é o único candidato que prevê outro tipo de financiamento estatal para a radiodifusão pública. Por outro lado,  os candidatos Valérie Pécresse, Marine Le Pen e Éric Zemmour acreditam que estes serviços devem ser privatizados.
Março 22
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