Jornalistas do “Financial Times” acham teletrabalho prejudicial
A pandemia veio alterar o “modus operandi” de muitos jornalistas, que deixaram de deslocar-se à redacção e passaram a exercer as suas funções em regime de teletrabalho.
Este quadro deve manter-se inalterado, nos próximos meses, o que tem levantado objecções por parte de alguns especialistas do sector.
A título de exemplo, a editora executiva do jornal “Financial Times”, Roula Khalaf, considera que o teletrabalho é prejudicial para a indústria dos “media”.
Durante o evento Future of News, aquela profissional declarou que não apreciava trabalhar a partir de casa e que gostaria de ver os seus colegas a “regressarem ao escritório”."Penso que estamos a subestimar aquilo que perdemos por não estarmos na redacção, porque somos uma indústria criativa, precisamos de falar uns com os outros”, afirmou. "Temos de partilhar ideias”.
Em declarações noutro painel do mesmo evento, o director executivo do “Financial Times”, John Ridding, também se mostrou apreensivo quanto ao trabalho remoto.
Outubro 20
"Apesar da imagem de que os repórteres são 'lobos solitários', a imprensa é, cada vez mais, um negócio de equipa, pelo que o sucesso nos meios digitais requer um grau de integração, cooperação e colaboração", disse. "Isso requer equipas, ligações, contactos e uma visão e cultura partilhada”
Recorde-se que, devido à quebra das receitas publicitárias -- impulsionada pela crise de covid-19 -- o “Financial Times” foi forçado a dispensar o trabalho de jornalistas “freelancer” e a reduzir os salários dos colaboradores.
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