Depois de vários anos a receber ameaças, o fotojornalista afegão Rahmatullah Nikzad foi assassinado, noticiou o Comité para a Protecção de Jornalistas (CPJ).
“O trabalho crucial de Nikzad, ao documentar os conflitos armados no Afeganistão, teve um fim trágico” afirmou Aliya Iftikhar, investigadora do CPJ. “A recente vaga de assassinatos de jornalistas no Afeganistão é inaceitável e o governo deve redobrar os esforços para garantir a segurança daqueles que colaboram com os ‘media’”.
Nikzad actuava, igualmente, como director da União de Jornalistas da província de Ghazni.
Ao longo dos últimos anos, o jornalista tinha recebido ameaças de diferentes entidades. De acordo com Abdul Mujeeb Khalvatgar -- director da Associação Afegã para a Liberdade de Imprensa --, as intimidações partiam, sobretudo, dos talibãs.
Tanto Khalvatgar como Najib Sharifi -- director do Comité de Segurança dos Jornalistas Afegãos -- acreditam que Nikzad foi morto por causa do seu trabalho.
Dezembro 20
Os Talibãs, que controlam grande parte da província de Ghazni, negaram a responsabilidade pelo ataque.
O Afeganistão encontra-se em 122º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, que avalia um total de 180 países.
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