Intensifica-se perseguição a jornalistas no Afeganistão
No Afeganistão, os profissionais dos “media” e os activistas de direitos humanos continuam a ser considerados “alvos a abater”.
A título de exemplo, no início de Março, três jovens que trabalhavam para o canal de televisão Enikass TV foram assassinadas na cidade de Jalalabad.
As três mulheres eram estudantes, que estavam a realizar um estágio naquela emissora.
Estes ataques surgem apenas três meses após o homicídio da jornalista Malala Maiwand, que colaborava com o mesmo canal de televisão.
As autoridades locais sugeriram, entretanto, que estes ataques poderão ter sido realizados pelo grupo talibã.
Em declarações à agência Reuters, o responsável pelo grupo de “media” Nai, Mujib Khalwatgar, referiu que “os assassinatos de jornalistas poderão provocar medo no interior da comunidade de profissionais, o que poderá resultar em auto-censura, abandono da actividade profissional, ou até, migração para outro país”.
Além disso, a embaixada dos Estados Unidos em Cabul considerou que estes ataques têm como objectivo “asfixiar a liberdade de expressão, num país onde os ‘media’ têm vindo a florescer, nos últimos 20 anos”.
De acordo com a Freedom House, o Afeganistão é um país não livre, onde os jornalistas são, permanentemente, ameaçados por representantes do grupo talibã.
Março 21
Além disso, o governo tem por hábito justificar restrições à liberdade de imprensa com medidas de segurança.
O Afeganistão posiciona-se em 122º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, que avalia um total de 180 países.
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