Facebook processado por causa de genocídio no Myanmar
O Facebook foi acusado de facilitar o genocídio dos Rohingya no Myanmar, depois de o algoritmo da plataforma ter permitido a rápida disseminação de mensagens de ódio contra este grupo étnico.
Perante este cenário, diversas entidades uniram-se para processar a rede social, que terá de pagar uma indemnização de 176 mil milhões de euros aos Rohingya.
Na acusação contra a empresa de Mark Zuckerberg, as entidades referem que o “Facebook esteve disposto a arriscar a vida dos Rohingya, de forma a favorecer a sua penetração no mercado asiático”.
Além disso, uma carta enviada pela acusação aos advogados do Facebook UK, e citada pelo “Guardian”, afirma que as famílias desta comunidade foram sujeitas “a actos de violência , assassinatos, e outras violações dos Direitos Humanos”, como resultado de uma campanha iniciada por grupos extremistas no Myanmar.
“Tal como já foi reconhecido e noticiado, esta campanha foi fomentada por diversos conteúdos, que foram amplificados pela plataforma Facebook”, acrescenta a mesma missiva.
O Facebook, recorde-se, chegou a admitir, em 2018, que não havia accionado medidas suficientes para prevenir o genocídio contra esta minoria. A carta enviada pelos advogados destaca, neste âmbito, que, apesar do “reconhecimento da culpa, a empresa não mobilizou qualquer meio financeiro de compensação, ou qualquer outra forma de apoio aos sobreviventes”.
Dezembro 21
O número de Rohingya mortos em 2017, durante as operações do exército de Myanmar, terá sido superior a 10 mil, de acordo com a organização Médicos Sem Fronteiras.
Perante este cenário, Frances Haugen, ex-colaboradora do Facebook, acusou a empresa de continuar a promover conteúdos violentos contra minorias, em países como a Etiópia.
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