Debate no Reino Unido sobre acesso de jornalistas a documentos oficiais
A liberdade de imprensa e de informação estão a ser debatidas no Reino Unido, onde as instituições têm evitado responder às questões dos “media”.
Segundo recordou a “Press Gazette”, a temática tem sido defendida pelo deputado David Davis, que acredita que a isenção de esclarecimentos públicos sobre “informação comercialmente sensível” deveria ser uma prática abolida.
Davis defende, da mesma forma, que os jornalistas e activistas devem “ser resistentes” contra as tentativas de silenciar a informação.
O deputado recordou, neste sentido, as tentativas de eliminar os FOIA (Freedom of Information Acts), que estabelecem que qualquer cidadão tem o direito de aceder a documentos de agências federais.
“Se tivesse esse poder, criaria uma unidade governamental, que reportaria a um comité selecionado, cujo dever absoluto seria fornecer informação que deveria ser do domínio público", disse Davis.
Neste âmbito, Davis juntou-se a um movimento de activistas pró-FOIA, organizado pela Open Democracy, de forma a apelar pela manutenção desta lei.
Alguns dos jornalistas deste movimento recordaram, por sua vez, algumas dificuldades de acesso a informações oficiais.
Abril 21
Jenna Corderoy, por exemplo, sublinhou que foi forçada a denunciar recusas de FOIA, em diversas ocasiões.
"Não é um sistema eficaz e não está a funcionar, particularmente nos departamentos do governo central".
A secretária geral da União Nacional de Jornalistas ( NUJ na sigla britânica), Michelle Stanistreet, apelou, por seu lado, à criação "medidas mais robustas e sanções mais severas para dissuadir” aqueles com “repetidos incumprimentos” da FOIA.
"Os jornalistas continuam a enfrentar barreiras e desafios na procura de acesso a este tipo de informação (...) e vemos um padrão crescente de comportamentos [de incumprimento] por parte do governo e dos organismos públicos”.
"Os jornalistas que apresentam pedidos de informação são, constantemente, enganados, os seus esforços para relatar e assegurar a transparência são obstruídos e frustrados", acrescentou, elogiando a "pura obstinação" de muitos, uma conduta “necessária para obter documentos que deveriam ter sido entregues antecipadamente”.
Uma estudante surda de jornalismo, na Catalunha, queria fazer algo que parecia impossível: apresentar um programa de rádio. A rádio é, por definição, um meio sonoro, e ela...
A Rádio Liechtenstein, fundada em 1995, era ouvida diariamente por cerca de um quarto da população do país (situado entre a Suíça e a Áustria) e custava ao governo aproximadamente 1,1...
Para Carlos Castilho, num artigo publicado no Observatório da Imprensa do Brasil (parceiro do CPI), os jornalistas — profissionais e não profissionais — foram, ao longo dos últimos anos,...
A administração Trump anunciou uma redução acentuada na duração dos vistos concedidos a jornalistas estrangeiros nos Estados Unidos: de um período que podia chegar a cinco...
Um artigo do Reuters Institute mostra um pouco da realidade vivida por jornalistas na Etiópia. No final de Janeiro, relatos de ataques com drones e novos confrontos entre as forças...
O misto.media, um órgão de comunicação regional criado em Lutsk, na Ucrânia, está a construir um modelo editorial e financeiro assente na independência política, no envolvimento da...
Quase nove anos após o assassinato da jornalista de investigação Daphne Caruana Galizia, começou, em Valletta, o julgamento de Yorgen Fenech, empresário...
O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, ordenou o encerramento das emissões informativas dos principais canais públicos de televisão e rádio. Numa publicação nas redes...
Num país com apenas dois milhões de habitantes e onde a cultura de pagamento por notícias continua a ser reduzida, o Ovtar24 afirma-se como um exemplo de sustentabilidade no...