“Cuadernos de Periodistas” e a cobertura noticiosa da guerra na Ucrânia
A mais recente edição dos “Cuadernos de Periodistas” – editados pela APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria – reflecte, em profundidade, sobre a cobertura noticiosa da invasão da Ucrânia.
O 44.º número dos “Cuadernos de Periodistas” inclui, como tal, um artigo da jornalista Pilar Bernal, vice-presidente dos Repórteres sem Fronteiras, sobre as melhores práticas jornalísticas dos correspondentes de guerra.
Outra das peças em destaque, da jornalista “freelancer” Mónica G. Prieto, relata as histórias de correspondentes internacionais na Ucrânia, e alerta para a falta de apoios, de material de segurança, e de remuneração justa.
Já Julio Montes, director do “site” Maldita.es, reflectiu sobre a disseminação de “fake news” acerca do conflito armado.
“Esta é a primeira guerra em que as mentiras nos chegam de forma directa”, escreveu Montes. “Conquistar a opinião pública tornou-se um objectivo primordial, tanto para a Rússia, como para a Ucrânia. O imediatismo tornou-se mais importante, e obrigou-nos a mostrar ao espectador aquilo que está a acontecer, em cada momento”.
Perante este cenário, Montes considera que os jornalistas devem tentar arranjar soluções.
Julho 22
"Devemos perguntar-nos como resolver o problema – propõe Montes – e como evitar o que isso acarreta para a profissão: leitores desconfiados e um ecossistema desinformado que se aproveita dos ‘media’".
Já na "Consulta Deontológica" dos “Cuadernos” , Milagros Pérez Oliva , ex-provedora do leitor do “El País” , respondeu a questões sobre a proibição dos “media” pró-russos, sobre a falta de objectividade, a sobre a limitação da pluralidade informativa.
Por outro lado, a 44ª edição dos “Cuadernos” reflecte, ainda, sobre outras questões relevantes para o mundo jornalístico, tais como os modelos de negócio do pós-pandemia, a convivência entre a televisão tradicional e as plataformas de “streaming”, bem como a importância da regulamentação do sigilo profissional.
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