“Cuadernos de Periodistas” analisam polarização jornalística
A Associação de Imprensa de Madrid (APM) acaba de publicar o número 43 dos “Cuadernos de Periodista”, que aborda, o aumento da polarização e das tensões na esfera política e mediática.
Neste contexto, esta edição inclui um texto de Adela Cortina, professora Emérita de Ética e Filosofia Política da Universidade de Valência, que afirma que “a polarização envolve fragmentação e conflitos desintegradores, destruindo a vida social”.
Para esta especialista , “a tarefa do jornalismo ético é, por isso, algo essencial, uma vez que os ‘media’ têm a capacidade de reforçar a polarização ou, pelo contrário, estabelecer um espaço no qual é exercido o uso da razão, para o interesse público”.
Já Milagros Pérez Oliva, ex-provedora do leitor do “El País”, tentou explicar a relação ideal entre os profissionais dos “media” e as figuras políticas.
“Nenhuma pergunta formulada por um jornalista, nas condições de respeito exigidas, deve ser tomada como um ataque”, defende Pérez Oliva.
Por sua vez,“os jornalistas devem respeitar o facto de um político não querer fornecer as informações solicitadas, o que não deve, porém, ser um obstáculo para tentar obtê-las através de outras vias”, diz aquela profissional.O número 43 dos “Cuadernos de Periodistas” inclui, ainda, um artigo sobre a desinformação no âmbito eleitoral, da autoria de Carmela Ríos, especialista em redes sociais e jornalismo móvel.
Dezembro 21
Também nesta edição, os jornalistas Joaquín Castellón e Daniele Grasso , de” La Sexta” e “El País'', respectivamente, revelam informações sobre a sua colaboração nos “Pandora Papers”.
Já os jornalistas “freelance” especializados em questões internacionais, J. Marcos e María Ángeles Fernández, medem o estado da liberdade de imprensa na América Latina e nas Caraíbas. E Mónica Zas Marcos fez a mesma análise, mas com países da União Europeia.
O número 43 da revista APM inclui, ainda, dois segmentos regulares: "El Mataerratas", de Arsenio Escolar , e "Tendências", de Ismael Nafría .
Alguns dos textos encontram-se, já, disponíveis no “site” dos “Cuadernos de Periodistas”.
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