Austrália quer Facebook e Google a pagarem aos “media”
O governo australiano, consciente da débil situação dos “media” no país, quer, agora, que plataformas como o Google e o Facebook paguem aos meios de comunicação social pelos conteúdos noticiosos que partilham nas suas plataformas.
A implementação do documento pretende responder às recomendações da Comissão australiana de Competência e Consumo, divulgadas em Dezembro, sobre o impacto dos motores de busca e das redes sociais no mercado publicitário e dos meios de comunicação social.
No relatório destacava-se que as plataformas digitais australianas concentraram cerca de 51% , em 2017, em despesas de publicidade, que duplicaram nos cinco anos anteriores à custa das publicações impressas.
Assim, será criado um código de conduta obrigatório, que deverá cobrir questões como a troca de dados, a classificação e a visualização das notícias, o pagamento e o intercâmbio das receitas geradas, indicou o ministro do Tesouro australiano, Josh Frydember, em comunicado.
Abril 20
O código balizará, ainda, níveis de incumprimento e mecanismos de resolução de disputas. O documento deverá ser publicado em Julho para consulta.
O Facebook, a rede social mais popular na Austrália, conta com 17 milhões de utilizadores mensais no país, ou 68% da população, enquanto que o Instagram, a segunda com mais seguidores e propriedade do Facebook, tem 11 milhões de visitantes assíduos.
Em 2017, o Google acumulou 90% do tráfego de pesquisas, a partir de computadores, na Austrália, e 98% a partir de telemóveis.
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