Associações de imprensa brasileiras exigem segurança
Com o aproximar das eleições presidenciais brasileiras, agendadas para 22 de Outubro, os jornalistas começaram a expressar a sua preocupação com as possíveis limitações do direito à liberdade de imprensa, no decorrer das campanhas.
Assim, associações como o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) e os Repórteres sem Fronteiras (RSF) uniram-se a outras organizações brasileiras para apelar à garantia do trabalho jornalístico independente.
Os membros desta iniciativa publicaram, entretanto, uma carta aberta, recordando que “o acesso à informação é um direito fundamental para o exercício da cidadania e para reforçar as democracias”.
As associações sublinharam, na mesma missiva, que “durante um processo eleitoral, o papel da imprensa torna-se ainda mais relevante”, por permitir que os cidadãos participem em “debates livres”, e votem de forma “consciente e informada”.
Os signatários da carta recordaram, neste âmbito, que o Brasil tem assistido a uma vaga de violência contra jornalistas, que inclui agressões físicas, discursos ofensivos, acções de censura e investigações criminais contra o trabalho dos “media”.
Por isso mesmo, as associações pediram aos membros do governo, bem como aos candidatos eleitorais, que cessassem todas as críticas negativas contra o trabalho jornalístico.
Maio 22
No mesmo sentido, os signatários consideraram que os membros do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas deveriam reforçar a monitorização dos ataques contra os colaboradores da imprensa.
As associações garantiram, ainda, que irão unir esforços para combater qualquer ameaça ao trabalho jornalístico, para que os profissionais possam trabalhar de forma livre e segura, contribuindo para a saúde democrática.
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