“América” uma revista literária muito política
No editorial deste primeiro número, François Busnel recorda-nos os factos: “Estamos a viver um dos maiores desafios lançados à democracia: um país-continente de 325 milhões de habitantes acaba de pôr à sua frente um homem que conquistou a Casa Branca do mesmo modo como se ganha o primeiro prémio num jogo de reality-show.” (...)
A “madrinha” desta edição fundadora é a escritora afro-americana Toni Morrison, hoje com 86 anos, Prémio Nobel da Literatura em 1993, que conheceu na sua vida 14 Presidentes dos EUA e afirma:
“Trump é, de longe, o mais perigoso de todos os Presidentes que já tivémos. E é perigoso não só para este país, mas para o equilíbrio do planeta. É um manipulador terrível. Ele manipula tudo e toda a gente.”
Sobre a nova publicação, diz ainda Nadine Doyen, na revista literária Traversées:
“A política e a cultura podem viver bem juntas e, a prová-lo, a entrevista de Barack Obama sobre literatura. O ex-Presidente abre-se ao jornalista Ta-Nehisi Coates, conta a sua relação com os livros, comenta os romances que o marcaram, como ‘Fates and Furies’, de Lauren Groff.” (“Les Furies”, na tradução francesa de Marguerite Capelle)
A revista, com 196 páginas, encontra-se à venda nos quiosques e livrarias de França, por 19 euros. A tiragem deste primeiro número foi de 50 mil exemplares.
Mais informação na revista literária Traversées e no diário La Croix