O “braço-de-ferro” entre Pequim e Washington fez novas vítimas: os jornalistas americanos radicados na China. De facto, foram 13 os profissionais, que trabalhavam para o “New York Times”, o “Wall Street Journal” e o “Washington Post” que receberam ordem para abndonar o território no prazo de dez dias.
Os jornalistas em causa “não poderão continuar a trabalhar na República Popular da China, incluindo as Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau", segundo afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
“Instamos os EUA a despirem o seu preconceito ideológico e a abandonarem a mentalidade de Guerra Fria. A China não pretende criar problemas, mas não hesitará se houver problemas”, afirmou o porta-voz do Ministério. “Exortamos os EUA a pararem imediatamente de reprimir os media chineses. Se não o fizerem, perderão muito mais do que nós”, acrescentou o porta-voz.
Março 20
A troca de medidas restritivas aos “media”, entre EUA e China, iniciou-se em Fevereiro, quando Pequim ordenou a expulsão dos três correspondentes do “Wall Street Journal”, por causa de um artigo de opinião que apontava as debilidades do Governo chinês em conter o surto de coronavírus.
Em resposta, a Administração de Trump anunciou a limitação do número de correspondentes nos EUA ligados aos “media” controlados pelo Partido Comunista chinês.
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