O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, assumiu directamente a tutela da comunicação social, não delegando esta responsabilidade a nenhum dos secretários de Estado, como estava inicialmente previsto.  

As decisões mais mediáticas sob a nova tutela estão relacionadas com a reorganização interna da RTP e com a demissão do ex-director de informação, António José Teixeira, em Junho. A administração da RTP, liderada por Nicolau Santos, será ouvida com urgência no Parlamento, após aprovação unânime de dois requerimentos apresentados pelo partido Livre e pelo Partido Socialista na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto. 

O Parlamento ouviu, entretanto, o próprio António José Teixeira, cuja demissão coincidiu com a nomeação de Vítor Gonçalves como novo director de informação, num contexto de reorganização estratégica da RTP para o triénio 2024-2026. 

Segundo a empresa, o novo organograma reduzirá as actuais 39 direcções para 28, e o número de directores e directores-adjuntos passará de 30 para 23, distribuídos por quatro grandes áreas: corporativa, operações, conteúdos temáticos e programáticos. 

A reestruturação decorre em paralelo com um plano de redução de pessoal, que já levou à saída de 97 trabalhadores e poderá abranger mais 41 profissionais. Para concretizar esta segunda fase, a RTP solicita ao governo o pagamento de uma dívida estatal no valor de 14,29 milhões de euros ou, em alternativa, um adiantamento imediato de 2,4 milhões de euros, a ser posteriormente abatido com o aumento do capital social. 

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