A publicação Dinheiro Vivo deixou de ser um título autónomo e voltou a integrar o Diário de Notícias (DN), noticia a Lusa, citada pelo Jornal de Negócios.

A mudança ocorreu a dia 1 de Outubro, de acordo com comunicado do Conselho de Redacção (CR) do Dinheiro Vivo, cujos jornalistas passaram, assim, a fazer parte da estrutura do DN.

A informação foi comunicada à equipa pela direcção de Recursos Humanos do Global Media Group, por email, no dia 24 de Setembro, numa mensagem que anunciava estar “em curso uma reorganização editorial” e informava que os jornalistas seriam “integrados na redação do DN”.

Filipe Alves, director do DN e do Dinheiro Vivo, confirma, citado no comunicado, que a marca “não vai deixar de existir”.

O CR do Dinheiro Vivo não se opõe “à passagem dos jornalistas para o DN, tendo em conta a situação que se vivia”, que se caracterizava por um "contexto profissional de grande incerteza e constrangimentos".

Os jornalistas sublinham que “esta alteração ocorre na sequência de um profundo desinvestimento em recursos humanos e meios e condições deste título económico”, lembrando que a publicação “chegou a ter mais de 30 profissionais, tendo hoje apenas cinco redactores e um editor”. No site, a ficha técnica inclui outros profissionais.

O CR refere, ainda, que “a redacção foi informada que o Dinheiro Vivo passará a ser produzido através de colaborações externas e que deverá continuar a publicar-se a edição impressa juntamente com uma das edições diárias do DN e (talvez) do JN”.

Além disso, os jornalistas da equipa “poderão ter de contribuir com artigos para a edição impressa do Dinheiro Vivo e terão, temporariamente, de assegurar a gestão do respectivo site mesmo após o dia 1 de Outubro”, diz o comunicado.

"O CR não compreende esta situação, que suscita dúvidas deontológicas", lê-se no texto, que explica que o Grupo “continua sem clarificar esta situação”.

O Dinheiro Vivo foi fundado em 2011, tendo o seu lançamento online acontecido em Junho. A publicação passou a estar disponível como suplemento do DN e do Jornal de Notícias em Setembro desse ano.