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Mundo

ONU responsabiliza israelitas pela morte de jornalista

O disparo que matou a jornalista Shireen Abu Akleh, do canal televisivo Al Jazeera, foi feito pelas tropas israelitas, revelou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, citado pela Agence France Presse (AFP). Shireen Abu Akleh foi morta em 11 de Maio, na Cisjordânia, onde estava a decorrer uma operação militar israelita. No momento em que foi baleada, a jornalista palestiniano-norte-americana estava vestida com um colete à prova de balas, com a indicação de que era colaboradora dos “media”. À época, as autoridades palestinianas garantiram que Shireen Abu Akleh havia sido “martirizada durante a ocupação de Jenin”, depois de ter sido baleada na cabeça por forças de Israel. Por seu turno, o exército israelita atribuiu os disparos contra a jornalista a supostos “terroristas” palestinianos. Outras investigações já haviam apontado para a possível responsabilidade das forças armadas de Israel. A título de exemplo, uma reportagem da CNN concluiu que, naquele dia, não houve um combate activo entre os militares israelitas e os militantes palestinianos. Além disso, nenhum membro dos movimentos palestinianos se encontrava no local, à hora dos disparos. Shireen Abu Akleh tinha 51 anos. Começou a colaborar com a Al Jazeera em 1997, enquanto uma das primeiras correspondentes do canal na Palestina.
Junho 22
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