Russos utilizam VPNs para ultrapassar restrições aos “media”
O governo dos EUA vai financiar projectos para ajudar os cidadãos russos a ultrapassarem a censura, e a acederem a fontes noticiosas ocidentais.
De acordo com a Reuters, os fundos reverterão a favor de três empresas de Virtual Private Networks (VPN) - nthLink, Psiphon and Lantern – de forma a servir os interesses dos internautas russos, que têm vindo a usar estas ferramentas para consumir informação internacional.
As VPNs ajudam os utilizadores a “esconderem” a sua identidade e localização, para que possam aceder a conteúdos que, de outra forma, não estariam disponíveis para a sua zona geográfica.
De acordo com Martin Zhu, director de Engenharia da nthLink, a aplicação da empresa registou um aumento do número de utilizadores russos, após garantir o acesso a fontes noticiosas norte-americanas, tais como o “Voice of America”.
“O gráfico passou de registar mil utilizadores, para registar 10 mil em apenas um dia. Depois, escalou para os 30 mil e, mais tarde, para os 50 mil”, disse aquele responsável.
“Há muitas pessoas na Rússia que não confiam nem no governo, nem nos ‘media’ controlados pelo Estado'', acrescentou.
A procura por VPNs na Rússia começou a aumentar a partir de Março, altura em que o Kremlin intensificou as restrições à imprensa independente, e bloqueou “sites” de informação internacional.
Junho 22
Agora, a utilização destas ferramentas é 452% superior ao número registado na véspera da guerra. Estima-se que, desde o início do conflito, tenham sido instaladas seis milhões de VPNs.
A Rússia encontra-se em 155º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, entre 180 países.
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