O jornal “Le Monde” voltou a responder às questões dos seus leitores, através de um “chat” criado para estabelecer contacto entre a redacção e o seu público.
Na 13.ª edição desta iniciativa, que decorreu na primeira terça-feira de Maio, o vice-director do Departamento de Relação com os Leitores, Gilles van Kote, respondeu a questões sobre a ideologia política dos colaboradores, sobre a intervenção dos accionistas na linha editorial do jornal, e sobre possíveis apoios para a subscrição do título.
Kote começou por responder a uma pergunta sobre o voto dos jornalistas nas últimas eleições presidenciais, esclarecendo que a administração do título não questiona os jornalistas sobre as suas filiações ideológicas.
Por outro lado, Kote recordou que, normalmente, a linha editorial do “Monde” tende a ser considerada de centro-esquerda, pelos “valores que sempre defendeu”.
Kote respondeu, também, a uma questão sobre a intervenção dos accionistas nas decisões editoriais do “Monde”, na sequência de um dos sócios do capital da revista “Marianne” ter alterado a primeira página da publicação, sem consentimento, ou conhecimento, da redacção.
Neste âmbito, Kote assegurou que “os representantes da redacção negociaram, com os accionistas, uma carta de ética e conduta profissional, que proíbe qualquer intervenção no conteúdo editorial de qualquer título do Grupo Le Monde” .
Além disso, acrescentou Kote, "o cumprimento das normas é supervisionado por um comité especializado”.
Maio 22
Kote respondeu, ainda, a uma questão sobre a criação de apoios à subscrição do jornal, para que estudantes ou outros cidadãos com menos possibilidades financeiras pudessem ter acesso ilimitado a informações fidedignas.
Kote esclareceu que o jornal tem vindo a analisar essa eventualidade, recordando, por outro lado, que cerca de 40% dos conteúdos do “site” estão disponíveis de forma gratuita.
Kote lembrou, por fim, que voltará a responder às dúvidas dos leitores do jornal, na primeira terça-feira de Junho.
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