Aumenta número de jornalistas desaparecidos na Ucrânia
Um fotojornalista ucraniano foi dado como desaparecido, temendo-se que tenha sido raptado pelo exército russo. O profissional em questão, Maks Levin, estava a trabalhar a partir de Kiev, de forma a fotografar os ataques aéreos e a migração dos refugiados.
Perante o desaparecimento, a 13 de Março, deste fotojornalista, outros profissionais ucranianos iniciaram apelos públicos, com objectivo de obter informações sobre o seu paradeiro.
“O nosso bom amigo, o talentoso fotojornalista Maks Levin, está desaparecido. Não conseguimos estabelecer contacto com ele desde 13 de Março”, escreveu, no Twitter, llia Ponomarenko, repórter do “Kyiv Independent''.
Perante este cenário, os grupos de defesa de jornalistas alertam, entretanto, que Levin não foi o primeiro profissional a ser dado como desaparecido, desde o início da guerra.
Aliás, de acordo com o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), teme-se que outros dois colaboradores dos “media”, Oleh Baturyn e Viktoria Roshchina, tenham sido capturados pelas forças armadas russas.
“Esta guerra já resultou no desaparecimento de demasiados jornalistas. Todas as partes envolvidas no conflito deveriam assegurar que a imprensa pode trabalhar de forma segura”, disse Gulnoza Said, coordenadora do CPJ.
Já os Repórteres sem Fronteiras (RSF) alertaram que a perseguição de jornalistas constitui um crime de guerra.
Março 22
Os RSF recordaram, neste âmbito, o assassinato dos profissionais Pierre Zakrzewski , Oleksandra Kuvshynova, e Brent Renaud.
Entretanto, Mstyslav Chernov, um colaborador ucraniano da Associated Press, que se encontrava em Mariupol, e que foi perseguido pelo exército russo, explicou que a principal motivação do Kremlin é garantir a sua impunidade.
“Sem jornalistas, não há informação sobre a destruição, ou sobre a morte de crianças. Assim, as forças russas podem fazer aquilo que quiserem”, disse.
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